Como sabemos Portugal, assim como vários
países do mundo, tem abundância de mosquitos Culex; sobretudo a sul do
Tejo mas também na região norte.
Há investigações que demonstram a presença de Zika na glândula salivar da fêmea Culex mas tal não significa inequivocamente a possibilidade de transmissão. Para já sabe-se que há dois genótipos do vírus em circulação: o asiático e o africano. A organização mundial de saúde quis ser cuidadosa mas aponta resultados preliminares de que o genoma do vírus que tem afectado Cabo Verde seja o africano. Curiosamente em Cabo Verde, das 165 mulheres grávidas com suspeita de infecção pelo vírus Zika já ocorreu o parto em 44 e nenhum caso de microcefalia nem anomalias neurológicas. Parece que o genótipo do vírus Zika africano é menos agressivo para o sistema nervoso; por outro lado sabe-se que as epidemias iniciais de Zika, com eventual genoma asiático, ocorreram primeiro na Micronésia e depois na Polinésia Francesa. Os estudos retrospectivos não revelaram casos de microcefalia nem alterações neurológicas no surto da Micronésia, também parece que nesta localidade não foram usados larvicidas nas águas, pelo menos se ocorreu foi em pequena escala e não em águas de consumo. Na Polinésia Francesa foram usados larvicidas e insecticidas nos tanques de águas estagnadas, não o piriproxifeno como fez o Brasil, mas outros como a deltametrina, o organofosforado temefós e o larvicida biológico BTI(Bacillus thuringiensis israelensis) e o facto é que os estudos retrospectivos demonstram que na Polinésia ocorreram casos de malformações neurológicas em crianças nascituras, microcefalia e síndrome de Guillain-Barré; até parece que os insecticidas e larvicidas tornaram o virus Zika de genoma asiático mais agressivo, mais neurotrópico e neurotóxico e o uso continuado dos larvicidas, nas águas, inclusive nas águas de consumo, tem aumentado a virulência neurológica do Zika. Como se sabe alguns insectos que resistiram a insecticidas e larvicidas continuam a transmitir o vírus. É a fêmea hematófaga do insecto que necessita de sangue para os ovos, para a reprodução, por isso ela pica os seres humanos e ao picar introduz substâncias no sangue como por exemplo um anticoagulante para melhor “chupar” o sangue, um anestésico para o ser humano não sentir a picada, mas introduz também outras substâncias, inclusivamente o vírus armazenado nas suas glândulas salivares. Há químicos mutagénicos, como por exemplo o organofosforado temefós, largamente utilizado no controlo dos insectos, cuja acção mutagénica já foi implicada em células de medula óssea de camundongos. É neste contexto, em que parece existir uma associação positiva entre o uso de insecticidas e larvicidas nas águas de consumo e a virulência e agressividade do vírus Zika para o sistema nervoso que seria prudente iniciar mais investigação científica na procura de mutações, causadas por estas substâncias químicas, e que conduzam a uma maior agressividade viral, até porque algumas destas substâncias são directamente tóxicas para o sistema nervoso humano e quando os insectos resistem a tendência é aumentar a dose de tóxico, mas as águas também vão ser usadas por seres humanos e o uso continuado do tóxico, em associação com o vírus, poderá justificar o síndrome de Guillain-Barré ou as microcefalias encontradas em nascituros cujos cérebros frágeis, estavam em acelerado desenvolvimento.
Há investigações que demonstram a presença de Zika na glândula salivar da fêmea Culex mas tal não significa inequivocamente a possibilidade de transmissão. Para já sabe-se que há dois genótipos do vírus em circulação: o asiático e o africano. A organização mundial de saúde quis ser cuidadosa mas aponta resultados preliminares de que o genoma do vírus que tem afectado Cabo Verde seja o africano. Curiosamente em Cabo Verde, das 165 mulheres grávidas com suspeita de infecção pelo vírus Zika já ocorreu o parto em 44 e nenhum caso de microcefalia nem anomalias neurológicas. Parece que o genótipo do vírus Zika africano é menos agressivo para o sistema nervoso; por outro lado sabe-se que as epidemias iniciais de Zika, com eventual genoma asiático, ocorreram primeiro na Micronésia e depois na Polinésia Francesa. Os estudos retrospectivos não revelaram casos de microcefalia nem alterações neurológicas no surto da Micronésia, também parece que nesta localidade não foram usados larvicidas nas águas, pelo menos se ocorreu foi em pequena escala e não em águas de consumo. Na Polinésia Francesa foram usados larvicidas e insecticidas nos tanques de águas estagnadas, não o piriproxifeno como fez o Brasil, mas outros como a deltametrina, o organofosforado temefós e o larvicida biológico BTI(Bacillus thuringiensis israelensis) e o facto é que os estudos retrospectivos demonstram que na Polinésia ocorreram casos de malformações neurológicas em crianças nascituras, microcefalia e síndrome de Guillain-Barré; até parece que os insecticidas e larvicidas tornaram o virus Zika de genoma asiático mais agressivo, mais neurotrópico e neurotóxico e o uso continuado dos larvicidas, nas águas, inclusive nas águas de consumo, tem aumentado a virulência neurológica do Zika. Como se sabe alguns insectos que resistiram a insecticidas e larvicidas continuam a transmitir o vírus. É a fêmea hematófaga do insecto que necessita de sangue para os ovos, para a reprodução, por isso ela pica os seres humanos e ao picar introduz substâncias no sangue como por exemplo um anticoagulante para melhor “chupar” o sangue, um anestésico para o ser humano não sentir a picada, mas introduz também outras substâncias, inclusivamente o vírus armazenado nas suas glândulas salivares. Há químicos mutagénicos, como por exemplo o organofosforado temefós, largamente utilizado no controlo dos insectos, cuja acção mutagénica já foi implicada em células de medula óssea de camundongos. É neste contexto, em que parece existir uma associação positiva entre o uso de insecticidas e larvicidas nas águas de consumo e a virulência e agressividade do vírus Zika para o sistema nervoso que seria prudente iniciar mais investigação científica na procura de mutações, causadas por estas substâncias químicas, e que conduzam a uma maior agressividade viral, até porque algumas destas substâncias são directamente tóxicas para o sistema nervoso humano e quando os insectos resistem a tendência é aumentar a dose de tóxico, mas as águas também vão ser usadas por seres humanos e o uso continuado do tóxico, em associação com o vírus, poderá justificar o síndrome de Guillain-Barré ou as microcefalias encontradas em nascituros cujos cérebros frágeis, estavam em acelerado desenvolvimento.
Dia 13 de Março de 2016 às 23:08