Portugal está a atingir o auge
da gripe sazonal. Vários milhares são de gripe A, alguns nos cuidados intensivos.
A informação nos meios de manipulação de massas é escassa e sempre apelando à
calma. Entretanto em França, desde há cerca de 2 meses que na região de
Bordéus, próximo da fronteira com Espanha, em locais onde se criam aves
destinadas ao consumo humano, têm aumentado os focos de gripe aviaria com
elevado contágio, são já quase 70 o numero destes focos de contágio elevado mas as informações oficiais apelam
sempre à calma, garantindo que está tudo bem. A gripe que está a ocorrer nas
criações de aves francesas já vem desde há cerca de 2 meses, sempre a aumentar
mas só agora, finalmente, o estado português decidiu aderir ao embargo da
importação de aves francesas. Por outro lado, se na América latina o grande
temor que tem lançado o pânico é o Zika vírus (e este tem probabilidade de
entrar em Portugal eventualmente através da ilha da Madeira) também é verdade
que o mundo se congratula agora com o fim da epidemia por Ébola na África
ocidental, no entanto, ironia do destino, lá bem no coração da África ocidental,
na Nigéria próximo da capital, iniciou-se a febre de Lassa que em pouco mais de
uma semana já alastrou a quase todo o território. A febre de Lassa engloba-se
no grupo das febres hemorrágicas agudas de etiologia viral com nível máximo de
risco biológico e, apesar da letalidade ser inferior à do Ébola, a sua
perigosidade em geral é tão grande ou maior do que este; pode ser transmitida a
partir de excrementos de animais como artrópodes, roedores etc. e o modo de
contágio pode ser essencialmente pela via inalatória, digestiva e pequenas
feridas ou fissuras cutâneas assim como pelas mucosas expostas. A febre de
Lassa na Nigéria não é novidade nenhuma, é até endémica e bastante frequente,
mas parece que desta vez começou agora a alastrar depressa demais assim,
esperemos para ver o comportamento final.
Dia 15 de Janeiro de 2016 às 02:13